BIBLIOTECA / SISTEMA I

Como eu uso Claude.

Segunda cabeça

Claude Code é meu daily driver, e o contrato está escrito: ele age como uma segunda cabeça, não como um prestador de serviço processando tickets. A regra que sustenta tudo: se a resposta está no código, no git, nos logs ou na doc, o agente acha sozinho — nunca me pergunta o que pode verificar. Se a resposta está na minha cabeça — intenção, escopo, o "por que isso é assim" — ele pergunta cedo, junto com a leitura dele. Decisões ele toma; informação que falta ele pergunta.

A camada de segurança é invertida

Eu rodo com as confirmações do harness desligadas. Nenhum prompt de "permitir esse comando?" — o que significa que o próprio agente é a única camada de segurança. Então a política não mora na boa vontade do agente: ações destrutivas exigem confirmação explícita e fresca, toda vez, no escopo exato do que foi pedido. Escritas em sistemas externos — Slack, issue trackers, qualquer coisa que outras pessoas veem — são tratadas como destrutivas mesmo quando nada é apagado. E o que dá pra garantir por config, é garantido por config: uma deny list declarativa nos settings, pro harness bloquear o que a memória poderia esquecer.

Aliases

Presets de modelo que eu realmente digito:

alias sonnet='claude --model "claude-sonnet-5[1m]" --effort xhigh --dangerously-skip-permissions'
alias opus='claude --model "claude-opus-5[1m]" --effort xhigh --dangerously-skip-permissions'
alias fable='claude --model fable --dangerously-skip-permissions --effort xhigh'

# other models through the same harness
alias clamma='OLLAMA_HOST="<homelab>" ollama launch claude'
alias oclaud='ollama launch claude --model glm-5.2:cloud -- --dangerously-skip-permissions'

Uma config, três máquinas

O setup inteiro — regras globais, settings, skills, regras de estilo de código — vive num repo de dotfiles; ~/.claude é um symlink pra dentro dele. Mac pessoal, Mac do trabalho e um devbox na nuvem rodam o mesmo cérebro. Transcripts e histórico nunca são commitados: podem conter segredos.

Além do Claude

O mesmo workflow roda outros modelos pra comparação: OMP (um harness baseado no Pi) com Kimi K3, e modelos de nuvem via ollama. Esse hábito virou um benchmark de verdade — a mesma spec executada de forma independente por quatro modelos, e uma loja hoje roda o vencedor. Essa história está em Arte à Mesa.